Por David Politanski
Durante muito tempo, o networking esteve associado a eventos tradicionais, reuniões longas e agendas formais. Mas a dinâmica dos negócios mudou e, com ela, a forma como executivos e empresários constroem relacionamento, infl uência e oportunidades. Hoje, os negócios mais relevantes raramente nascem em salas de reunião. Eles surgem nas conversas certas, entre pessoas que compartilham repertório, visão e acessos únicos. E é justamente nesse contexto que os clubes de membros ganharam força no Brasil.

Percebo isso nas conversas que tenho com empresários e executivos. O mercado sempre ofereceu alguns tipos de acesso. Feiras, congressos e eventos corporativos fazem parte da rotina de quem ocupa posições de liderança. O que se tornou raro foi a possibilidade de construir relações mais profundas em ambientes curados, onde as interações acontecem de forma natural, reservada e qualifi cada.
Os clubes de membros surgem para preencher esse espaço. Funcionam como ecossistemas privados que reúnem empresários, executivos e lideranças com interesses e experiências complementares. Não se trata apenas de exclusividade e alto poder fi nanceiro, mas de contexto.
Essa percepção fi cou ainda mais clara para mim ao longo das viagens que fi z pelo mundo. Depois de conhecer 78 países, passei a observar como alguns espaços no exterior funcionavam como pontos de encontro para pessoas infl uentes. Eram ambientes onde relacionamento, negócios e troca de experiências aconteciam de forma orgânica. Sempre que voltava ao Brasil, sentia falta de algo parecido: um espaço reservado, voltado para tomadores de decisão e pensado para estimular conexões relevantes.
Quando decidi entrar nesse universo, em 2021, a ideia nunca foi abrir apenas um restaurante. Desde o início, existiu um olhar atento para criar um projeto que unisse arquitetura, gastronomia e mixologia de alto padrão a uma experiência sofi sticada e memorável. Mas, para mim, o verdadeiro valor sempre esteve nas conexões que acontecem dentro da casa.
Conversas e palestras com grandes nomes do mercado trazem discussões sobre temas que impactam diretamente o presente e o futuro das empresas, enquanto a troca entre executivos amplia o repertório e gera novas perspectivas. E talvez seja justamente isso que mais me fascina nesse mercado: perceber como algumas das conversas mais despretensiosas acabam se transformando em ideias poderosas, parcerias improváveis e negócios extremamente relevantes.
Na prática, vejo que esse movimento acompanha uma mudança clara no comportamento dos executivos. Em um cenário marcado pelo excesso de informação, cresce a valorização de experiências mais relevantes e relações mais intencionais.
No fi m das contas, continuo acreditando que os grandes negócios surgem através de pessoas. A diferença é que, hoje, existe uma compreensão maior de que os ambientes certos infl uenciam diretamente a qualidade dessas conexões e, consequentemente, os resultados que elas podem gerar.
Sobre o Sweet Secrets: O Sweet Secrets é um espaço de eventos corporativos e sede do clube de membros. Foi idealizado para oferecer para executivos e empresários experiências exclusivas e um relacionamento de profundidade com o mercado. O objetivo da casa é ser uma experiência exclusiva para seus frequentadores, em um ambiente sofi sticado e secreto, mesclando o melhor da culinária e mixologia de alto padrão com o mais refi nado público interessado em networking para negócios. Inaugurado em dezembro de 2021, e localizado em um dos bairros mais luxuosos de São Paulo, o Sweet Secrets foi fundado por David Politanski, que trabalha há mais de 12 anos para o Google, e Felipe Lombardi, responsável por grandes eventos, como o Réveillon de Carneiros.

David Politanski: empreendedor, investidor e executivo com mais de 14 anos de experiência em negócios, inovação e liderança. Head de Vendas no Google Latam, fundador do Sweet Secrets e criador do Apex Summit, já percorreu 78 países, acumulando vivências globais que inspiram sua atuação e os projetos que desenvolve.
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