Feridas emocionais: O ciclo invisível que sabota sua vida sem você perceber
Por que algumas pessoas, por mais que se esforcem, continuam colhendo os mesmos resultados ruins em casa, no trabalho e na vida financeira? A resposta dói, mas é simples: existe uma dor antiga, silenciosa, que nunca foi tratada. E tudo ao redor passa a refletir ao redor disso.
Eu chamo isso de fraturas emocionais. São vivências do passado — marcadas pela rejeição, pelo abandono, pela traição, pela humilhação — que abriram feridas dentro de você e nunca cicatrizaram direito. Elas continuam ali. E qualquer situação parecida reativa tudo de novo, como se você tivesse voltado para o momento da dor original.
Tem um ponto ainda mais profundo, e talvez você nunca tenha parado para pensar nisso: muitas dessas dores se tornam familiares. Tão familiares, que a pessoa fica emocionalmente viciada em sentir aquilo. Por mais que machuque, é conhecido. E o que é conhecido, mesmo doendo, traz uma falsa sensação de segurança. É por isso que tantas mulheres atraem o mesmo tipo de homem que as fere. É por isso que tantos profissionais sabotam o próprio crescimento. Não é coincidência. É vício.
Quando uma ferida finalmente cicatriza, ela deixa marca. Essa marca pode virar um aprendizado que te fortalece ou um aprendizado traumático que te aprisiona. Quem não cuida das próprias cicatrizes vive em dois modos: ataca para se proteger, ou foge para não sentir. E transforma toda pequena dor em tragédia.
Eu sei disso porque já fui essa mulher. Eu vivia vestindo uma armadura de "mulher perfeita". Era orgulhosa, arrogante. Não aceitava ajuda de ninguém, porque pedir ajuda, na minha cabeça, era admitir fraqueza. Até que meu casamento quase acabou. E foi ali, naquele abismo, que eu enxerguei a verdade: eu não sabia quem eu era. Tinha me perdido nos papéis que eu desempenhava — esposa, mãe, empresária— e tinha esquecido da única identidade que importa: filha amada de Deus.
A partir desse choque, eu decidi. Disse chega. Chega de repetir os mesmos erros. Chega de machucar quem eu amo. Chega de me machucar. Comecei a olhar para dentro com verdade. Foi doloroso, mas foi libertador.
Agora me responda, com honestidade: olhando para os últimos cinco anos da sua vida, o que se repete? Os mesmos conflitos? As mesmas frustrações? As mesmas dores travestidas de roupas diferentes? Se a resposta te incomodou, ótimo. Esse incômodo é o ponto de partida.
Você não nasceu para viver presa em dor e repetição. Isso não é destino. É padrão. E todo padrão pode ser quebrado quando há consciência, inteligência emocional e autorresponsabilidade.
Pare de tolerar o que te aprisiona. Pare de fugir da dor, é exatamente nela que está o caminho da cura. Olhe para suas feridas com coragem e decida hoje viver a vida que Deus sonhou para você.
A mudança começa quando você decide não permanecer da mesma forma.
Um abraço, Camila Vieira

Camila Saraiva Vieira
É vice-presidente e sócia da Febracis Escola de Negócios – conceituada instituição especializada em pessoas, liderança e gestão –, palestrante e empresária. É mãe da Júlia, do Mateus e do Daniel, além de esposa do escritor best-seller e presidente da Febracis, Paulo Vieira.
Idealizadora do Mulheres Experience, o maior programa do Brasil voltado para mulheres que são líderes. Mentora de mais de 8,2 mil mulheres na Jornada Plenitude, com encontros semanais ao vivo e uma comunidade exclusiva. Em 2024, reuniu mais de 40 mil mulheres na Conferência Plenitude, no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo.
Produz conteúdo gratuito diariamente para uma audiência de mais de 3,4 milhões de pessoas nas redes sociais, inspirando mulheres a viverem a plenitude em todas as áreas da vida.
Instagram: @camilavieira
Youtube: @camilasaraivavieira
Foto: CAMILA VIEIRA - cred_ Josi Di Domenico

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